segunda-feira, 7 de julho de 2008

Companhia de Teatro de Braga


A CTB – Companhia de Teatro de Braga é uma estrutura profissional de produção teatral. Fundada em 1980 no Porto com a designação de CENA, radicou-se em Braga em 1984, cumprindo assim um dos seus objectivos programáticos, no âmbito de um protocolo estabelecido com a Autarquia de Braga.
Desenvolve o seu projecto de criação artística, balançando entre o texto clássico e contemporâneo, aprofundando a sua experimentação sobre as práticas teatrais. E no âmbito das suas relações, pretende fazer de Braga e do Theatro Circo uma placa giratória de confronto artístico entre criadores da Europa e do Espaço Lusófono.

A CTB está sedeada no Theatro Circo, um dos grandes Teatros do país, inaugurado em 1915.

A actividade da CTB – Companhia de Teatro de Braga é financiada pelo Ministério da Cultura/IA, Câmara Municipal de Braga e apoiada no âmbito da lei do mecenato pelas empresas DST sgps; Peixoto Rodrigues & Filhos, Lda e Volvo – Auto Sueco, Minho. Conta ainda com apoios pontuais da Rádio Universitária do Minho e Pedro Remy Cabeleireiros.

(texto retirado do sítio electrónico oficial da CTB)

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Mimarte - um cartaz de qualidade


O cartaz do Mimarte 2008 contou, este ano, com a presença de alguns dos mais conceituados grupos teatrais do país. Para completar e enriquecer o certame, companhias espanholas brindaram os bracarenses em duas noites do evento.
Segue-se a apresentação de um cartaz recheado de qualidade:

27 DE JUNHO, 21H45 - Local: Theatro Circo
O Anjo do Montemuro, de Peter Cann
Teatro Regional da Serra do Montemuro

“1755. A terra treme. O mar ruge. Ondas do tamanho de uma casa caem sobre Lisboa. Corpos espalhados. Fedor a morte. Gritos de mágoa sem fim. Uma figura branca: estava a dormir. A trave desabou sobre as suas costas, cortou-a quase ao meio.
(...) Deixou a cidade para trás e andou, descalço pela estrada fora. (...) Bebia água nos ribeiros. Dormia nas valetas. Ficou fraco, cada vez mais fraco. A pele branca, quase transparente (...). Subiu a serra, o sítio onde a terra acaba e começa o abismo. Os meninos pastores (...) encontram uma estranha figura caída no chão. (...)
Quem se atreveu a cortar as asas de um anjo de Deus? (Texto adaptado do programa do espectáculo) Encenação: Steve Johnston; Cenografia: Ana Limpinho e Maria João Castelo; Figurinos: José Rosa; Desenho de Luzes: Paulo Duarte; Interpretação: Abel Duarte, Eduardo Correia, Paulo Duarte e Neusa Fangueiro;

28 DE JUNHO, 21H45 Local: Arcada
Nusquam, de Julieta Aurora Santos
Teatro do Mar

Nusquam é um retrato possível do homem contemporâneo na busca de si próprio e da sua razão de ser no mundo.(...) A busca de modelos/ideais (...), o conflito gerado entre o idealismo de cada um e a respectiva incapacidade de concretização, isola quatro personagens nas suas frustrações, conduzindo-as gradualmente a uma ruptura com a realidade. A ascensão e a projecção de sonhos, onde todas as utopias são possíveis, irão desenhar-lhes caminhos para a reconciliação ou para a total incompatibilidade com as suas vidas. (Texto adaptado do programa do espectáculo) Encenação: Julieta Aurora Santos; Interpretação: Carlos Campos, Luís João Mosteias, Sandra Santos, Sérgio Vieira; Movimento de Actores: Edgar Cortes; Iluminação: Hugo Custódio; Som: Pedro Pereira; Relações Públicas: Sónia Custódio; Cenografia e Adereços: João Calvário; Vídeo: L’EGO (Eurico Coelho); Música: Pedro Tudela e Miguel Carvalhais; Efeitos e montagem da banda sonora: Pedro Pereira; Figurinos: Rita Carrilho.

29 DE JUNHO, 21H45 - Local: Rossio da Sé
Comédia do Verdadeiro Santo António que Livrou o seu Pai da Morte em Lisboa, do Teatro Popular Mirandês.
Gefac – Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra

Nesta comédia revela-se a importância de Santo António junto da população portuguesa, e mostra-se como os milagres que canonizaram o santo se misturam com a lenda, os mitos e a história. Através de uma linguagem sui generis, retratam-se alguns episódios da biografia deste santo. Este é um projecto teatral que se apresenta, pelas suas características e especificidades, como um legado que é necessário preservar e divulgar, não só em Coimbra como no resto do país. (Texto adaptado do programa do espectáculo) Concepção artística: GEFAC; Máscara de Lusbel: António Jorge; Cenografia: Mafalda Moreira; Operação de Luz: Filipa Cabrita; Carpintaria: Laurindo Fonseca; Serralharia: Carlos Baptista.

30 DE JUNHO, 21H45 - Local: Rossio da Sé
O Fim do Princípio, de Sean O’casey
Teatro da Rainha – Caldas da Rainha

Um casal que vive no campo discute. Ele diz-lhe que o que ela tem para fazer em casa é nada comparado com que ele sua no campo. Resultado: ela parte para a lavoura e ele fica a fazer o trabalho doméstico. O nosso homem rapidamente perde o ímpeto de dona de casa e põe-se a fazer uma ginástica suspeita ao som de uma maviosa voz que dá instruções: um, dois, um, dois... Lizzie, a mulher, de tractor nas mãos, lavra as leiras adjacentes. Chega Darry, o pitosga tocador de tambor e decidem ambos ensaiar a canção para a festa da colectividade. Daí em diante tudo se transforma e o serviço doméstico fica para trás, até que Lizzie chega e depara com... Um guião, mais que uma peça, para um conjunto de números burlescos, inspirados na estética do cómico clownesco. (Texto adaptado do programa do espectáculo) Tradução: Isabel Lopes; Encenação: Fernando Mora Ramos; Cenografia e Figurinos: José Carlos Faria; Iluminação: António Plácido; Interpretação: Isabel Lopes, José Carlos Faria, Victor Santos.

1 DE JULHO, 21H45 - Local: Rossio da Sé
Os Filhos do Esfolador, de Camilo Castelo Branco/valter hugo mãe
Jangada Teatro – Lousada António José Pinto

Monteiro faz-se à vida através da mais fina ladroagem, cedo se dedicando em obter sem esforço o bom dinheiro alheio. Mandado para o Brasil aos 11 anos, por um beneditino que acreditava assim poder compor as suas naturais tendências para os actos criminosos, acaba por se tornar num activo malandro, imiscuído na política, na maçonaria e agindo mesmo contra o Imperador. Por desgraça, tocaram-lhe as chicotadas de um militar imperialista que, no bulício do açoite, acabaram por cegá-lo. Imerso nas mais profundas trevas, nem por isso se redime, muito pelo contrário, pois desenvolve uma trafulhice que tem tanto de competente como de caricato. Regressado a Portugal, a Landim, de onde era natural, muito fausto lhe assistia, sobretudo à mesa... (Texto adaptado do programa do espectáculo) Encenação: Joaquim Nicolau; Banda Sonora: Bel Viana; Orquestração para Sopros: Rui Reis; Figurinos: Cláudia Ribeiro; Operação de Som e Luz: Nuno Tomás; Interpretação: Faria Martins, Luiz Oliveira, Patrícia Ferreira, Vânia Pereira e Xico Alves.

2 DE JULHO, 21H45 - Local: Rossio da Sé
Escola de Mulheres, de Molière
Teatro Ao Largo, Vila Nova de Milfontes - Beja

“A Escola de Mulheres” é a história de um libertino pertinaz de meia idade, Arnolfo, que ao fim de muitos anos a zombar dos maridos que são enganados pelas mulheres astutas, ele mesmo anuncia que se vai casar com uma jovem donzela, Inês, a qual ele próprio educou para tal fim, em total ignorância e isolamento desde a sua infância. Porém, os seus planos rapidamente se desenredam. Um jovem seu amigo, Horácio, confidencia-lhe que está a ter um caso secreto com a angélica mas caprichosa Inês, ignorando que Arnolfo é o seu suposto noivo. Arnolfo, tinha previsto tudo, menos este contratempo... (Texto adaptado do programa do espectáculo) Encenação, música original e direcção de actores: Steve Johnston; Figurinos e Cenografia: Helen Lane; Técnicos: Luís Santos, Carlos Gonçalves, Daniela; Produção: Pedro Pinto Leite, Pureza Pinto Leite; Interpretação: Célia Martins, Nuno Nogueira, Rui Penas, Ana Freitas, Valdir Silva; Tradução: Pureza Pinto Leite.

3 DE JULHO, 21H45 - Local: Rossio da Sé
Que Seca!
PIFH – Produções Ilimitadas Fora d’Horas - Braga

A criancinha nunca mais nasce. No comprindó nada de Espanhol. O telemóvel não funciona bem. No Inglês, menos mal. O puto num reage. O médico pirou da tola. Os americanos"andem" aí. Os calmantes são para a senhora. There is a suspect atrás de mim. O baldinho do Vitó ficou em casa. É sempre a mesma coisa. O Déficit ladra e abana a cauda na mira de um gelado. As "cares" nos dentes e as crostas na mona... fazem-me uma impressão!!! A sobrinha do Dr. Helder é uma armante, a Genérica Incorporated é outra armante e a secretária do médico também. Áiu tók in to miii?! Então, qual é o provlema? Se não tem carteira, sente-se ali. É sempre a mesma coisa. QUE SECA! O ensaio nunca mais começa. O Pedro não pode vir. Não se fuma na sala. O camarim está um brinco. Arrumadíssimo! Na praia está-se bem, até vir a nortada. O Vitó num se cala. Berra como um desalmado. Parece filho de pais separados. O marido não tem vergonha nenhuma. Tem a boca cheia de dentes. Obsceno. Ía começar o telejornal, mas parece que ficou sem efeito. "O programa segue dentro de momentos". É sempre a mesma coisa. QUE SECA!!!

4 DE JULHO, 21H45h - Local: Theatro Circo
Noite de Reis, de William Shakespeare
Centro Dramático Galego – Santiago de Compostela - Galiza

Sebastião e Violeta, irmãos gémeos, naufragam na costa da Ilíria. Violeta chega quase sem vida à praia. Ela acredita que Sebastião morreu. Vestida de homem e fazendo-se passar por um pajem jovem, com o nome de Cesário, passa a servir na corte do duque Orsino, que está “poética, apaixonada e desesperadamente namorado” de Olívia, que o rejeita continuamente. Orsino serve-se de Cesário como confidente e mensageiro do seu amor junto de Olívia, porém Cesário – Violeta na realidade – começa a namorar-se de Orsino, enquanto que Olívia, por sua vez, se namora do mensageiro, que é Cesário. Os equívocos, os enganos e as situações hilariantes prosseguem até ao fim da comédia. (Texto adaptado do programa do espectáculo) Interpretação: Suso Alonso, María Bouzas, Xan Cejudo, Marcos Correa, Susana Dans, Borja Fernandez, Bernardo Martinez, Rebeca Montero, Victor Mosqueira, Simone Negrín, Xosé Manuel Olveira “Pico”, Ramon Orencio, Marcos Orsi; Cenário, direcção musical e iluminação: Bernardo Martinez; Figurinos: Gilda Bonpresa; Maquilhagem: Dolores Centeno.

5 DE JULHO, 21H45 - Local: Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa
As Bacantes, de Eurípides
Grupo ACUTEMA – Málaga – Espanha

“As Bacantes” pertencem ao culto dionisíaco e dizem respeito à introdução dos respectivos ritos na Grécia. O deus Dioniso chega a Tebas para introduzir o seu culto, mas depara-se com a oposição do rei Penteu, defensor das tradições antigas. Dioniso deixa-se prender, mas logo se escapa de forma prodigiosa, e convence o rei a, vestido de mulher, ir ao monte espiar as bacantes, entre as quais se encontra Agave, a sua mãe. Descoberto pelas mulheres, Penteu é desmembrado por elas e a sua cabeça é levada pela mãe, como troféu, até à cidade. (Texto adaptado do programa do espectáculo) Interpretação: Chico García, Luís Alcedo, Raquel Perez, Fran Martín, Emilio Martinez, Frank Velez, Lucas Ortiz, Fran Millán, May Melero, Irina Baños, Tamara Gómez, Laura Molina, Cármen Melero, Emilia Moreno, Noelia Navarro, Marta Pavón, Armanda Ríos, Rebeca Ríos, Beatriz Saavedra, Marina Sánchez, Vanesa Serrano; Adaptação e encenação: Andreu.

6 DE JULHO, 21H45 - Local: Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa
As Vespas, de Aristófanes
Grupo Thíasos do IEC da Universidade de Coimbra

Nesta comédia, Aristófanes procura satirizar o mau funcionamento das instituições democráticas, centrando-se, sobretudo, na situação dos tribunais atenienses. Recriando-se em cena um tribunal doméstico, onde arguido e acusado são dois cães – porém representativos de dois políticos da ribalta, nesse tempo bem conhecidos -, torna-se a cada passo manifesta a corrupção que domina as instituições jurídicas do tempo. (Texto adaptado do programa do espectáculo) Encenação: Carlos Jesus; Interpretação: José Luís Brandão, Carlos Jesus, Artur Magalhães, Mário Gomes Pais, Susana Bastos, Carla Correia, Ângela Leão, Bruno Fernandes, Mariama Matias, Ândrea Seiça, Nelson Henrique, Carla Rosa, Nilce Carvalho, Susana Rosa, Amélia Álvaro de Campos e Miguel Sena.

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Teatro Universitário do Minho

Teatro Universitário do Minho

História do Teatro Universitário do Minho (TUM)

A primeira tentativa de criação de um grupo de teatro na Universidade do Minho data de 1976, ano em que surge o TUBRA (Teatro Universitário de Braga). No início de 1980, o TUBRA dá origem ao TIP (Teatro Independente Pronto). Em 1985, surge o TEUM (Teatro dos Estudantes da Universidade do Minho).
Finalmente, em Janeiro de 1989, por vontade expressa da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), Ana Bettencourt e João Brito criam condições para a implantação de um novo grupo, o TUM (Teatro Universitário do Minho), actualmente constituído como organismo autónomo da AAUM.

As principais actividades deste grupo têm sido a formação, produção e dinamização teatral. A acrescentar a estas, o grupo tem vindo a acrescentar publicações, documentação e exposições.

Nas suas produções mais recentes, o destaque vai para a peça "Silêncio" e "Tá a andar de Mote", espectáculos com que brindaram os seus mais fiéis espectadores no ano passado.

O TUM tem como objectivos prioritários a criação de infra-estruturas que possibilitem o desenvolvimento de vertentes criativas, formativas e documentais, e a divulgação de estéticas inovadoras ligadas ao teatro.

Os elementos que fazem parte do TUM são:

José Luís Costa, Paulo Bessa, Cátia Silva, Rui Queirós, Erica Vieira, Luís Cardoso, Carlos Alves, Bruno Correia, Ana Sofia Mendes, Marlene Delgado, Pedro e Mariana Lemos.


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